C.Vale e Embrapa discutem potencial energético do eucalipto
Publicado em 22/10/2026
Encontro apresentou resultados de 15 anos de pesquisas sobre produtividade florestal, manejo e produção de biomassa
A C.Vale e a Embrapa Florestas realizaram, em 21 de outubro, em Palotina (PR), um encontro técnico sobre o uso do eucalipto como fonte de energia no agronegócio. O evento reuniu cerca de 80 profissionais de cooperativas, pesquisadores e representantes de empresas do setor para apresentar os resultados de 15 anos de trabalhos desenvolvidos pelas duas instituições.
A C.Vale investe no cultivo de eucalipto desde a década de 1980. Atualmente, possui seis mil hectares plantados no Paraná. A madeira abastece caldeiras industriais e secadores de grãos. Somente no complexo agroindustrial, o consumo chega a 700 toneladas de cavacos por dia.
Os participantes foram recebidos no auditório da sede administrativa pelo vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, pelo secretário do Conselho de Administração, Walter Dal’Boit, e pelo diretor de Comercialização, Alexandre Tormen. “Buscamos aprimorar o padrão do eucalipto para garantir o maior rendimento possível e atender às necessidades das nossas operações”, afirmou Pedron. Tormen ressaltou a importância da continuidade dos estudos e da integração entre empresas, instituições de pesquisa e universidades. “Essa parceria contribui para aumentar a eficiência energética, reduzir custos e fortalecer a segurança dos processos.”
Durante a manhã, seis apresentações abordaram o cenário da biomassa de eucalipto, o desempenho silvicultural e energético de diferentes clones e a influência do espaçamento na produção florestal. Também foram apresentados estudos sobre adubação química, aplicação de dejetos líquidos de suínos e aproveitamento da madeira para geração de energia. Os temas foram conduzidos por pesquisadores da Embrapa Florestas, profissionais da C.Vale e um representante da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Palotina.
De acordo com o gerente do Departamento de Grãos, Alcemir Chiodelli, os trabalhos ajudam a compreender os fatores que influenciam o desenvolvimento das árvores e oferecem informações para decisões mais assertivas no campo. “As informações obtidas ao longo desse período contribuem para elevar o desempenho dos plantios e desenvolver alternativas energéticas mais eficientes para o agronegócio”, destacou Chiodelli.
Atividades de campo
No período da tarde, os participantes seguiram para as fazendas Piquiri e Floresta, no interior de Palotina e Assis Chateaubriand. Nas propriedades, acompanharam avaliações de clones, espaçamentos de plantio, adubações minerais e uso de dejetos líquidos de suínos.
As visitas permitiram observar os experimentos e relacionar o conhecimento apresentado pela manhã às condições encontradas no campo. Também houve oportunidade para troca de experiências com os pesquisadores e aprofundamento das discussões sobre produção de madeira para fins energéticos.
Para o coordenador do projeto, engenheiro florestal e pesquisador da Embrapa Florestas, Guilherme Andrade, o encontro aproximou o conhecimento científico das práticas de produção. “A expansão das atividades agroindustriais amplia a demanda por biomassa na região. O projeto reúne esforços para fortalecer as bases técnicas da produção de madeira para fins energéticos no Oeste do Paraná. As pesquisas avaliam fatores como materiais genéticos, espaçamento, densidade populacional, fertilidade do solo e práticas de manejo”, enfatizou o pesquisador.
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