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23/07/2012 | Linha de produção de sonhos e negócios

Indústrias de cooperativas abrem oportunidades de crescimento profissional e impulsionam comércio

O perfil econômico e social dos municípios que sediam ou que ficam próximos a cooperativas mudou com o processo de agroindustrialização. No oeste do Paraná, onde estão cinco grandes cooperativas agropecuárias, a oferta de empregos deu um salto, principalmente a partir da segunda metade da década de 1990. Depois que as cooperativas investiram em indústrias, milhares de postos de trabalho foram abertos e passaram a atrair muita gente, inclusive quem tinha pouco estudo e enfrentava rotinas bem pesadas para sobreviver, a exemplo de Teresa Pereira. Até quatro anos atrás ela trabalhava para uma usina de álcool do noroeste do Paraná e, além do sol forte, tinha que suportar até mesmo a chuva porque recebia conforme a quantidade de cana-de-açúcar que cortava. “Era um serviço muito pesado. Tinha vez que a gente não conseguia nem o salário”, conta. Desde que começou a atuar como zeladora do abatedouro de frangos C.Vale, em 2008, a vida mudou para melhor, tanto financeira quanto pessoalmente. “Adoro trabalhar aqui. Eles dão bastante valor às pessoas”, confessa. Conforme Teresa Pereira, outros trabalhadores trocaram o corte da cana pelo trabalho na indústria.
Teresa Pereira faz parte do “exército” de 3.341 funcionários que todos os dias deixam suas casas em 27 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul para trabalhar no complexo avícola da C.Vale, onde são abatidos 330 mil frangos/dia. Todos os meses eles gastam no comércio de suas cidades de origem o salário que recebem da cooperativa. “Se a cooperativa vai bem, o comércio, a indústria e a prestação de serviços seguem o mesmo caminho. Hoje mais de 70% das empresas dependem da C.Vale. Não dá prá imaginar Maripá sem a cooperativa”, diz a presidente da Associação Comercial do município, Gonda Baú.
O salário dos funcionários é uma das fontes que irriga a economia. As sobras e os impostos também ajudam a impulsionar a atividade econômica e a fortalecer os cofres públicos, traduzindo-se em benefícios sociais. Em 2011, a C.Vale distribuiu R$ 18,8 milhões em sobras e retorno sobre o capital social e arrecadou R$ 137 milhões em tributos.


CARREIRA
As possibilidades de ascensão social e de crescimento profissional acompanharam o processo de agroindustrialização. Sheila Kunh entrou na cooperativa como estagiária, em 2005. Ao longo de sete anos passou por nada menos que 109 treinamentos oferecidos pela C.Vale e pelo Sescoop, o braço das cooperativas paranaenses para qualificação de seus funcionários. O desenvolvimento de habilidades resultou em promoções e, atualmente, ela é encarregada de produção do abatedouro de frangos, onde lidera 360 funcionários. Para Sheila, a qualificação, o respeito e o gosto pelo que faz é que a conduziram ao cargo atual. “Quando você sabe o que quer, não existe limite. Fazendo bem feito, o reconhecimento vem”, afirma a engenheira de produção.

Sheila Kunh começou como estagiária, fez mais de 100 cursos e hoje lidera 360 funcionários no abatedouro da C.Vale

“Seria melhor se tivesse vindo antes”

Teresa Pereira deixa sua casa ainda de madrugada para pegar ônibus no interior de Brasilândia (noroeste PR) e ir até Palotina trabalhar como zeladora no abatedouro de frangos da C.Vale. Cinco vezes por semana ela gasta duas horas diárias para fazer o trajeto de ida e volta entre os dois municípios e pegar no batente das 5h30 às 15h30, mas não se importa com isso. A vida dela e do marido Angelino, funcionário do frigorífico, melhorou depois que eles trocaram o corte de cana pela indústria. Eles deixaram o sol forte pela temperatura controlada, e a comida quase fria foi substituída por café da manhã e almoço quentinhos na indústria. Em quatro anos, o casal adquiriu um carro usado, reformou a casa e comprou móveis. “Melhorou, graças a Deus. Seria melhor se a gente tivesse vindo trabalhar antes na C.Vale”, admite a zeladora.
Ela gostou tanto do novo serviço que convidou parentes a fazer testes seletivos para trabalhar no abatedouro. Atualmente, 11 pessoas da família estão na indústria e todo o mês gastam seus salários em Brasilândia, ajudando a movimentar o comércio local. O fato de ter carteira de trabalho assinada pela C.Vale abre portas, assegura Teresa. “A gente fala que trabalha na cooperativa e já consegue crédito.” Aos 42 anos, a zeladora, que perdeu um filho em acidente de trânsito, não se deixou abater e ostenta um sorriso simpático que parece ser sua marca registrada. “Meu sonho é comprar outro lote e construir mais uma casa”, afirma, cheia de esperança.

Teresa Pereira (com a carteira de trabalho) gostou tanto do serviço que convidou parentes a trabalhar no abatedouro


Industrialização distribui benefícios

A estratégia de apostar na agroindustrialização trouxe benefícios em vários frentes ao cooperativismo. O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, avalia que a criação de alternativas de produção não só incrementou como deu maior estabilidade à renda dos associados. “O produtor diminuiu sua dependência do clima, pois se a soja e o milho têm quebras, o frango, o leite, o suíno ou a mandioca mantêm o associado até a safra seguinte. E aquilo que ele produz vai para as nossas indústrias, gerando empregos e também movimentando mais o comércio.”
O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná, João Paulo Koslovski, enxerga a agroindustrialização como um ciclo virtuoso, beneficiando associados, cooperativas, consumidores e comunidades. “É um ciclo virtuoso do investimento agroindustrial, com a produção de itens para o varejo que abrem novos mercados e ampliam a força econômica das cooperativas, que deixam de ser vulneráveis às variações das cotações internacionais dos produtos agrícolas”, interpreta. Essa é a grande mágica do cooperativismo, pondera. “É a somatória das economias individuais, transformando resultados coletivos para a melhoria das condições de renda e de vida de milhares de pessoas.”

Alfredo Lang

João Paulo Koslovski

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